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sexta-feira, julho 20, 2012

Tremor de terra de baixa intensidade no RN é registrado pela UFRN

Foi registrado na última terça-feira, 17, um tremor de magnitude de 1.7 na escala Richter, próximo às instalações da Barragem de Assú, localizadas no município de Jucurutu.

Moradores da comunidade de Mutamba ligaram para o técnico Eduardo Menezes informando que havia um estrondo na região por volta das 19h30, porém, a estação Sismográfica de Riachuelo só registrou às 22h32.

As informações são do blog Sismos do Nordeste, que posta dados do Laboratório de Sismologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis-UFRN), que por sua vez possui uma parceria com a Petrobras, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico(CNPq), Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Serviço Geológico dos Estados Unidos(USGS), Marinha do Brasil e Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS).
 
Agência de Comunicação da UFRN

CIUME, INFELICIDADE E CRIME

Artigo publicado na Folha de São Paulo 16/07/2012

Supervalorizar a fidelidade é um erro. Os amores livres, sem mentiras, narrados por Stieg Larsson nos mostram: nossa natureza não é a exclusividade

O ciúme nasce com o ser humano. Irmãos lutam pela atenção dos pais, crianças têm apego possessivo pelos brinquedos. No entanto, além das tendências inatas, padrões culturais centenários insuflam o sentimento de posse, de domínio do outro nas relações afetivas e sexuais.

Ao contrário do que disse Vinícius de Moraes, o ciúme não é o perfume do amor -e pode ser sua desgraça. Impossível estabelecer uma relação gratificante quando as perseguições e as cobranças são a tônica da vida a dois.

A exclusividade entre parceiros não deveria merecer tanta prioridade. A supervalorização da fidelidade é um erro, é a maior causa de infelicidade conjugal. Não que se deva ignorar a importância de um parceiro fiel e dedicado, mas a obsessão pela exclusividade pode tornar a vida um inferno e levar à violência doméstica. Crime passional nada mais é do que homicídio por ciúme.

O que caracteriza a passionalidade é o motivo do crime. O Código Penal qualifica o homicídio, aumentando a pena, quando ele é praticado por motivo torpe. O ódio gerado pelo ciúme e a sede de vingança que atormentam a pessoa que foi trocada por outra configuram a torpeza.

O móvel do crime é uma combinação de egoísmo, de amor próprio ferido, de instinto sexual e, acima de tudo, de uma compreensão deformada da Justiça, pois o homicida acha que está no seu "direito".

A pena prevista é de 12 a 30 anos de reclusão. Quanto mais estreita a mentalidade do agente, maior sua insegurança, sua necessidade de dominar e de se autoafirmar às custas da companheira ou companheiro.

O homicídio entre casais é uma aberração que durante séculos foi avalizada pela sociedade, principalmente quando o autor era homem e a vítima, apontada como traidora, era mulher. Foi assim que morreram Ângela Diniz, Eliane de Grammont, Sandra Gomide e muitas outras.

O caso Matsunaga é uma exceção à regra do crime passional. Na esmagadora maioria das vezes, quem mata é o homem; a mulher é vítima do marido e da sociedade patriarcal.

A tragédia transcende o casal. No geral, há filhos que ficam órfãos, pais e mães que definham no desespero de perdas irreparáveis, futuras gerações que são obrigadas a suportar o estigma do assassinato em família.

Está na hora de corrigir padrões de comportamento que contrariam a natureza humana e por isso não são respeitados.

A natureza não ditou a fidelidade eterna. A exclusividade entre parceiros existe, mas em geral é apenas temporária.

Além disso, o ciúme é um mal a ser extirpado, não a ser incentivado, como se costuma fazer. Não se pode cultivar sentimento de posse e propriedade sobre um ser humano.

Leon Rabinowicz, em 1933, já mostrava perplexidade com o crime passional: "Curioso sentimento o que nos leva a destruir o objeto de nossa paixão! Mas não devemos nos extasiar perante o fato. É preferível deplorá-lo". O instinto de destruição é exatamente o instinto de posse exacerbado. A propriedade completa compreende também o poder de matar.

O ciúme incomoda, fere, humilha quem o sente. Diz Roland Barthes: "Como ciumento, sofro quatro vezes: porque sou ciumento, porque me reprovo por isso, porque temo que meu ciúme magoe o outro e porque me deixo dominar por uma banalidade. Sofro por ser excluído, agressivo, louco e comum".

O sueco Stieg Larsson, autor da trilogia Millennium, criou em sua obra personagens envolvidos em tramas intrincadas e fascinantes. Extremamente moderno e arrojado, ele construiu relações amorosas baseadas na liberdade individual, mostrando as variadas possibilidades de ser feliz no amor sem as amarras da exclusividade e da mentira.

Se conseguirmos lidar melhor com nosso egoísmo, o fim do amor será sempre resolvido nas varas da família, não no Tribunal do Júri.

Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br

Luiza nagib Eluf, 57, é procuradora de Justiça do Ministério Público de São Paulo. É autora, entre outros livros, de "A Paixão no Banco dos Réus" (Saraiva), sobre crimes passionais

Luiza nagib Eluf

quinta-feira, julho 19, 2012

Apuração da morte do policial federal Wilson Tapajós Macedo é questão de honra para a PF, para o ministro da Justiça, para o governo e para o país


O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, em solenidade, hoje, em Brasília: não basta "defender" apuração rigorosa -- ele tem que ordenar, acompanhar, exigir (Foto: Wilson Dias / Agência Brasil)
A Agência Brasil informou há pouco que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, “defende” uma apuração rigorosa do assassinato do agente da Polícia Federal Wilson Tapajós Macedo, assassinado com dois tiros ontem.
Macedo, como se sabe, participou das investigações envolvendo o malfeitor Carlinhos Cachoeira e foi um dos responsáveis por sua prisão.
Foi morto covardemente no Cemitério Campo da Esperança, em Brasília, na circunstância particularmente especial de que visitava o túmulo dos pais.
O policial federal Wilson Tapajós Macedo: crime gravíssimo, em que não cabem reticências -- só a busca da verdade! (Foto: Perfil do Facebook)
O policial federal Wilson Tapajós Macedo: crime gravíssimo, em que não cabem reticências -- só a busca da verdade! (Foto: Perfil do Facebook)
E Cardozo “defende” uma apuração rigorosa dos fatos.
“Defende”, como, cára-pálida? Cardozo é o MINISTRO DA JUSTIÇA, superior hierárquico da Polícia Federal.
Diante do escândalo espantoso que é o assassinato de um agente da lei tão umbilicalmente ligado ao caso Cachoeira. Não se sabe se sua morte tem a ver com o escândalo, mas o caso todo de alguma forma se agrava e assume proporções antes inimagináveis, Cardozo não pode “defender” nada. Tem que MANDAR!
É uma questão de HONRA para ele próprio, para, naturalmente, a Polícia Federal, que perdeu um dos seus, para o governo e para o país!
Temos que saber quem foi! Temos que saber quem mandou! É preciso rigorosamente, sem retórica e sem palavrório, ir até o FIM em relação a esse crime.
Agora, em meio a tudo o que se sabe do caso Cachoeira, das evidências todas que apontam para um monte de gente — inclusive para o governador tucano de Goiás, Marconi Perillo, que deveria estar na marca de pênalti para ser cassado –, aparece um homicídio. E desse porte, de um agente da lei, que havia trabalhado na apuração da bandalheira toda!
O presidente da CPI do Cachoeira, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), cumpre seu papel protocolar ao dizer que a comissão “seguirá” as investigações sobre a morte do policial. A CPI, porém, não pode fazer nada.
A palavra e a ação estão com o ministro da Justiça e com a Polícia Federal. A PF deve colocar todos os meios possíveis e imagináveis para deslindar esse crime.
Queremos respostas! Queremos consequências para o que ocorreu!
É um caso tenebroso, gravíssimo, sobre o qual não pode haver dúvidas nem reticências — só a verdade.

Quem acredita na política ?????????????????

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O Povo e a Política

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E a CPI?

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HomePolítica & CiaVasto MundoTema LivreBytes de MemóriaDisseramMúsica no BlogLivros & Filmes 21/06/2012 às 16:00 \ Vasto Mundo Primeira mulher general de 4 estrelas da Força Aéreas dos EUA comanda 83 mil homens e gere 60 bilhões de dólares

A general de quatro estrelas Janet Wolfenbarger com alguns de seus comandados na base da Força Aérea de Wright-Patterson, no Estado de Ohio: primeira mulher na história da Arma a chegar ao posto (Foto: afmc.af.mil)
Ela tem 54 anos, é casada, tem uma filha e um currículo impressionante, que inclui até um master em astronáutica pelo prestigioso Massachusetts Institute of Technology (MIT). Mas o que realmente distingue Janet C. Wolfenbarger são dois fatores: sua recente promoção como a primeira general de quatro estrelas da história da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) e o fato de ela ter assumido o comando do maior Departamento USAF, o de Material — o que lhe dá o comando de 83 mil homens e o controle sobre um orçamento de 60 bilhões de dólares.
General de quatro estrelas é o posto máximo a que se pode chegar nas Forças Armadas americanas. O grau superior a este, correspondente a generais e almirantes de cinco estrelas, coube, em todos os casos, aos grandes comandantes vencedores da II Guerra Mundial — quatro generais do Exército, a começar pelo comandante supremo das forças aliadas que combateram a Alemanha de Hitler e o Japão, Dwight D. Eisenhower, quatro almirantes e um general da Força Aérea.
O título máximo das Forças Armadas americanas, por designação do Congresso, cabe a George Washhington, o comandante da Guerra da Independência dos EUA e seu primeiro presidente: “general dos Exércitos dos Estados Unidos”.
O F-22 "Raptor", supersônico de combate de quinta geração em cujo desenvolvimento Wolfenbarger esteve envolvida (Foto: aerospaceweb.org)
A general Wolfenbarger tem seu QG na base da Força Aérea de Wright-Patterson, no Estado de Ohio, e sua tarefa é crucial na manutenção da supremacia militar dos EUA no mundo: esses 60 bilhões de gastos a seu cargo destinam-se a pesquisa, desenvolvimento, teste e avaliação de sistemas de armas, bem como à aquisição de serviços de gestão e de logística.
Wolfenbarger já esteve envolvida, ao longo de sua carreira, no desenvolvimento, entre outros, de duas aeronaves fundamentais para a USAF: o caça supersônico de quinta geração F-22 e o bombardeiro estratégico B-2, ambos dotados da tecnologia stealth, que os torna “invisíveis” a radares.
O superbombardeiro B-2, que custa, cada um, 2,1 bilhão de dólares, foi outro projeto de que participou a general (Foto: USAF)
A USAF está na família da general, que recebeu sua quarta estrela da filha, Callie, numa cerimônia a que estavam presentes o marido, Craig, coronel da reserva da Força Aérea, a mãe, Shirley, e o pai, Eldon Libby, também da reserva da USAF, só que major.